Mostrando postagens com marcador Jackie Brown. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jackie Brown. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 16 de setembro de 2008

[VA] Wiser Dread


Ano: 1981
01 - Sang Hugh - Last Call Fe Blackman
02 - Jackie Brown - Wiser Dread
03 - Bunny Wailer - Life Line
04 - The Itals - In A Dis Ya Time
05 - Sang Hugh - Woman Follow Man
06 - The Morwells - Reggae Party
07 - Jackie Brown - Sheep And Goat
08 - The Itals - Don't Wake The Lion
09 - The Morwells - Africa We Want to Go
10 - Bunny Wailer - Arabs Oil Weapon
11 - Jackie Brown - Bearded Babylon
12 - Sang Hugh & The Lionelairs - Rasta No Born Yah
13 - The Morwells - Cut Them Down


DOWNLOAD

A coletânea "Wiser Dread" merece um destaque, pois hoje em dia é muito difícil se encontrar coletâneas com tanta gente boa num só lugar. Destaque para as pérolas do Sang Hugh, pois é muito difícil achar qualquer material desse ótimo artista.

Jackie Brown - Third World Children

Ano: 1979
Lado A:
01 - Poorman Portion
02 - One Step Beyond
03 - Warning You
04 - 007

Lado B:
01 - Getting Touch
02 - When Jah Jah Come
03 - Third World Children
04 - Dance With You


DOWNLOAD

Dizer que Jackie Brown é um clássico parece até redundância. O problema é que o reggae no Brasil se desenvolveu de formas diferentes. De um lado, por incentivo das grandes gravadoras (EMI, Universal, Virgin, etc), que trouxeram o reggae para as lojas do Brasil (e até Bob Marley para uma aparição pública afim de propagar a música jamaicana no mercado brasileiro). Porém, o mercado selecionou um número limitadíssimo de cantores para apresentar aos ouvidos do Brasil (Além de Bob, Jimmy Cliff, Eddy Grant, UB40, Third World, Alpha Blondy, etc). Artistas que, trocando em miúdos, não representam tão bem a musicalidade original jamaicana. Por outro lado, o reggae entrou de maneira bem mais informal e marginal no Norte/Nordeste do país. Por meio de contrabando (via Cayena) chegou até Belém e São Luís, certa vez, alguns discos jamaicanos vindo junto de lotes de discos caribenhos (mambo, salsa, etc) destinados à festas de musica latina e popular, as radiolas. No começo não se sabia bem o que era aquilo, mas com o tempo São Luis fez do reggae parte integrante da cultura popular. Sem o amparo do mercado (ainda bem), os maranhenses puderam pegar os mais diversos discos, livremente. E aí, o reggae aconteceu por si só. Sem depender de mídia de massa, programas de auditório, etc. Logo vieram, então, os clássicos, não aqueles que o comércio impõe (e que os críticos chatos defendem), mas os preferidos de gente simples, que tem por critério a capacidade da música de tomar o corpo e fazer dançar.